Felicidade

A felicidade sentava-se todos os dias no peitoril da janela.

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Tinha feições de menino inconsolável.

Um menino impúbere

ainda sem amor para ninguém,

gostando apenas de demorar as mãos

ou de roçar lentamente o cabelo pelas faces humanas.

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E, como menino que era,

achava um grande mistério no seu próprio nome.

( Jorge de Sena )

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