Tantas perguntas


Tantas perguntas

e nenhuma resposta.

Somente a lua sangrando violada

nas montanhas de Agosto.

Só os olhos secretos das panteras,

o voo dos milhafres.

Tanta pergunta.

E já vem vindo

o tropel dos cavalos selvagens.

Confundo cascos, crinas, corações a galope.

Inunda-me o perfume estonteante dos lírios.

Acaricio o gato, o grão,

as pétalas das rosas.

E nenhuma resposta.

Interrogo. Interpelo. Pergunto.

202_2644-lupa-interrogas

Rosa Lobato de Faria

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