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Adeus
Julho 14, 2008

É  um adeus…

Não vale a pena sofismar a hora !

É  tarde nos meus olhos e nos teus…

Agora,

o remédio é partir discretamente,

sem palavras,

sem lágrimas,

sem gestos.

De que servem lamentos e protestos

contra o destino ?

Cego assassino

a que nenhum poder

limita a crueldade,

só o pode vencer a humanidade

da nossa lucidez desencantada.

Antes da iniquidade

consumada,

um poema de líquido pudor,

um sorriso de amor,

e  mais nada.

 ahcravo-dscn2727-por-sol-bico

Miguel Torga