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1º Soneto de amor da hora triste
Outubro 15, 2008

Não um adeus distante

ou um adeus de quem não torna cá,

nem espera tornar. Um adeus de até já,

como a alguém que se espera a cada instante.

.

Que eu voltarei. Eu sei que hei-de voltar

de novo para ti, no mesmo barco

sem remos e sem velas, pelo charco

azul do céu, cansado de lá estar.

E viverei em ti como um eflúvio, uma recordação.

E não quero que chores para fora,

Amor, que tu bem sabes que quem chora

.

assim mente. E  se quiseres partir e o coração

to peça, diz-mo. A travessia é longa… Não atino

talvez na rota. Que nos importa, aos dois, ir sem destino.

.

 Álvaro Feijó