Eu preferia


Sei que a ternura

não é coisa que se peça,

e  dar-se não significa

que alguém a queira ou mereça.

Estas verdades,

que são do senso comum,

não me dão conformação

nem sentimento nenhum

de haver força e dignidade

na minha sabedoria…

Eu preferia

– sinceramente, preferia ! –

que, contra as leis recolhidas

no que ficou dos destroços

de  outras vidas,

tu me desses a ternura que te peço;

ou que,

amor-esquilos1

por fim, reparasses

que a mereço.

Reinaldo Ferreira

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