Balada de sempre


Espero a tua vinda,

a tua vinda,

em dia de lua cheia.

Debruço-me sobre a noite

inventando crescentes e luares.

Espero o momento da chegada

com o cansaço e o ardor de todas as chegadas.

Rasgarás nuvens, estradas,

abrindo clareiras

nas sedes e nas ciladas.

Saltarás por cima dos mares,

de planícies e relevos

– ânsia alada

no meu desejo imaginada.

sem-titulo3

azul

Mas…

enquanto deixo a janela aberta

para entrares,

o mar,

aí além,

lambe-me os braços hirtos, braços verdes,

algas de sonho,

… e desenha ironias na areia molhada.

 

Fernando Namora

 

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