Ondas


As ondas de partida e de chegada,

sozinhas, isoladas, vão correndo.

Alguém as quer deter, água vazia

de projectos, de vida entressonhada?

Alguém as colhe, prende, acarinha,

as encerra num lago infinito?

Alguém quer conhecer a sua lenda,

a mensagem que trazem escondida?

Não. Elas morrem ou voltam para trás,

de encontro à sua sina impregnada

no vai-e-vem constante que as assombra…

Diana Sá

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