Pedaço de nada


Fugiu-me um pedaço de nada

da palma da minha mão.

Fiquei com a mão vazia

e um nó no coração.

 

Tanta falta, quem diria,

esse nada me faria.

Mas era um nada invulgar,

não vou achar o seu par.

 

Não têm conta os que somei,

os nadas que já perdi.

E  nem assim aprendi,

nem assim a mão fechei.

 

M  J  Rijo 

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