Também o pulso


Também, também o pulso,

também o pulso arde, e morre

a luz na pele ;

arde com rumor de amêndoa

dentro do caroço,

de criança no escuro ;

será por setembro, quando a água

da neve ainda não conhece

a boca dos poços ;

quando a frágil alegria do olhar

quebra na sombra

o seu azul, o seu aroma.

Eugénio de Andrade

There are no comments on this post.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: