É por ti


É por ti  que eu escrevo que não és musa nem deusa

mas a mulher do meu horizonte

na imperfeição e na incoincidência do dia-a-dia

Por ti desejo o sossego oval

em que possas identificar-te na limpidez de um centro

em que a felicidade se revele como um jardim branco

onde reconheças a dália da tua identidade azul

É porque amo a cálida formosura do teu torso

a latitude pura da tua fronte

o teu olhar de água iluminada

o teu sorriso solar

é porque sem ti não conheceria o girassol do horizonte

nem a túmida integridade do trigo

que eu procuro as palavras fragrantes de um oásis

para a oferenda do meu sangue inquieto

onde pressinto a vermelha trajectória de um sol

que quer resplandecer em largas planícies

sulcado por um tranquilo rio sumptuoso

flor_amarela_43

António Ramos Rosa

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