Na sombra


No final das tardes de Setembro,

procurámos o horizonte.

O futuro era um mar

de onde nada sobressaía.

.

Campos de searas quase impossíveis

esperavam a noite,

os rios desconheciam a sua origem,

perdidos na vastidão.

.

Ainda aguardámos outro Inverno

com expectativa e receio,

mas existe um azul

que permanece e se renova.

.

Adormecemos tranquilos,

não mais precisámos de sombra.

trovoada

Joel  Henriques

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