Sempre que te vais


Sempre que te vais,

fico sempre mais pobre,

quando ficas é sempre tão cedo.

Dos cigarros mal apagados que ficaram, do suor,

dos lençóis despenteados, das cruzes.

aflitos subimos o muro das ilusões.

Que cobardes que éramos não fosse o amor!

Damo-nos, despimos as máscaras, deixamo-nos à mercê dos deuses.

Brincamos, choramos e ainda temos tempo de ver nascer o dia.

Tu partes, levas-me e eu fico mudo por dentro.

É preciso muita coragem para amar, ver partir,

e voltar a vestir o fato já gasto da civilização!

solslslslsl

Daniel  Dias

2 Respostas

  1. Lindo poema! Vamos apagar os cigarros!

    • Claro!

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