Sou isso, enfim


Começo a conhecer-me. Não existo.

Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,

Ou metade desse intervalo, porque também há vida…

Sou isso, enfim…

Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulho de chinelas no corredor.

Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.

É um universo barato.

fernpessoa1

s.d.

Poesias de Álvaro de Campos    em    Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).

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Uma resposta

  1. […] via Sou isso, enfim — Dulcineia’s Weblog […]

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