Soneto de Inês


Dos olhos corre a água do Mondego,

os teus cabelos parecem choupais.

Inês! Inês! Rainha sem sossego

dum rei que por amor não pode mais.

.

Amor imenso que também é cego,

amor que torna os homens imortais.

Inês! Inês! Distância a que não chego,

morta tão cedo por viver demais.

.

Os teus gestos são verdes, os teus braços

são gaivotas pousadas no regaço

dum mar azul turquesa intemporal.

.

As andorinhas seguem os teus passos

e tu morrendo com os olhos baços.

Inês! Inês! Inês de Portugal.

ines-de-castro

Ary dos Santos

.

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