Apocalipse


Todos os dias vivemos

os nossos pequenos apocalipses

como se nada fosse,

carregamos

a indiferença como um lenço de seda

à volta do pescoço,

a morte faz-nos sinal

em cada folha primaveril

da árvore-noite,

aquela que nos chama

com uivos de lobo

quando a olhamos

barricados atrás das nossas janelas

de presos à residência

sobre este planeta que corre

na negra água cósmica.

estrelas

Isabel Meyrelles

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