Ninguém


Ninguém, meu amor,
ninguém como nós conhece o sol.
Podem utilizá-lo nos espelhos,
apagar com ele
os barcos de papel nos nossos lagos,
podem obrigá-lo a parar
à entrada das casas mais baixas,
podem ainda fazer
com que a noite gravite
hoje do mesmo lado.
.
Mas ninguém, meu amor,
ninguém como nós conhece o sol.
Até que o sol degole
o horizonte em que um a um
nos deitam
vendando-nos os olhos.

sol nas mãos

Sebastião da Gama

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