Mar adentro


Deixarei vento trazer areia molhada

moldando dunas sobre a praia peito

lençóis marinhos de bruma salgada

cobrindo-me vagas em húmido leito

.

Deixarei o sol aquecer a azul manta

brilho líquido sobre ninho aquático

cobertas de espuma brancura tanta

onda em fúria doce marear estático

.

Deixarei o céu fazer-se em mim mar

vaga mais rebelde possa acontecer

todos os sentidos me deixe libertar

em onda gigante na praia eu morrer

.

Vento chuva como lágrimas maresia

na morna loucura desta praia deserta

possam murmúrios mar ser sinfonia

.

A praia sentida num olhar imensidão

Vaga uma a uma murmura secreta

Mar adentro em mim húmida solidão

asruasdopensamento

Ana Bárbara de Santo António

 

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