Real


Real, real, porque me abandonaste?

E, no entanto, às vezes bem preciso

de entregar nas tuas mãos o meu espírito

e que, por um momento, baste

.

que seja feita a tua vontade

para tudo de novo ter sentido,

não digo a vida, mas ao menos o vivido,

nomes e coisas, livre arbítrio, causalidade.

.

Oh, juntar os pedaços de todos os livros

e desimaginar o mundo, descriá-lo,

amarrando-me ao mastro mais altivo

do passado. Mas onde encontrar um passado?

natureza_rio

Manuel António Pina

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