Tudo
Fevereiro 3, 2018

Tudo –
palavra atrevida e enfunada de soberba.
Deveria escrever-se entre aspas.
Aparenta nada omitir,
tudo reunir, abarcar, conter e ter.
Porém, não é mais
do que um farrapo do caos.

Wislawa Szymborska

Todo o tempo é de poesia
Março 5, 2014

Todo  o tempo é de poesia,
desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

todo o tempo é de poesia.
Entre bombas que deflagram,
corolas que se desdobram,
corpos que em sangue soçobram,
vidas que a amar se consagram.
Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

 Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia.

plumaAntónio  Gedeão

Tempo de Poesia
Dezembro 13, 2012

Todo o tempo é de poesia.

Desde a névoa da manhã
à névoa de outro dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia.

Todo o tempo é de poesia.

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram
Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia.

ANTÓNIO GEDEÃO,  em  “POESIA COMPLETA

O teu silêncio
Janeiro 7, 2012

O teu silêncio oculta as mentiras, histórias, que gostarias de contar-me.
Nele guardas as verdades, como jóias.

O teu silêncio oculta o amor que querias abraçar, até ao desespero .
Nele encerras as tuas angústias e lágrimas.

O teu silêncio oculta o caos da paixão.
Nele escondes as chamas que te devoram.

O teu silêncio oculta a verdade, até de ti próprio.
E cais num precipício sem fim…

Luísa L.