Uma vez que seja
Novembro 25, 2010

Tu, que navegas ao sabor do vento,

sem outra rota que a que se deseja.

Tu, que por mapa tens o firmamento,

vem descobrir-me, uma vez que seja!

 

E  diz-me das viagens que não faço,

dos mundos cintilantes que antevejo,

e traz-me mares de mel no teu abraço,

poeira de ouro velho no teu beijo!

 

Ó navegante da minha fantasia,

por quanto tempo mais te sonharei,

até terem sentido, num só dia,

todos os dias em que te esperei?

 

De ti não espero amarras nem promessas.

É  livre que te quero neste cais,

até que um dia em mim tu amanheças

e  te faças ao mar, uma vez mais…

 

É  que, mesmo na hora de perder-te,

sabendo que a magia se desfez,

terá valido a pena conhecer-te

e deslumbrar-me, ao menos uma vez!

Ana  Vidal