Amo o teu túmido candor de astro
Agosto 13, 2015

Amo o teu túmido candor de astro
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade sempre altiva
Por ti eu sou a leve segurança
de um peito que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hábito de pássaro
ou à chuva das tuas pétalas de prata
Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure e flua nas tuas veias lentas
e seja um perfume ou um beijo um suspiro solar
Ofereço-te esta frágil flor esta pedra de chuva
para que sintas a verde frescura
de um pomar de brancas cortesias
porque é por ti que vivo é por ti que nasço
porque amo o ouro vivo do teu rosto

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António Ramos Rosa

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Ânsia
Março 2, 2012

Procuramos no dia-a-dia

a centelha de gozo que nos queime.

No tédio e no cansaço,

na memória do que ficou sonhado

e não concretizado,

na busca incessante do inalcançado,

a febre da plenitude.

Porque somos frágeis,

porque tudo requer esforço,

mas queremos sempre ir mais além…

Diana  Sá