Mas galopas
Setembro 16, 2009

A galope,

um cavaleiro atravessava a noite.

Inútil perguntar-lhe

o que levava. Galopava.

À desfilada,

atravessava noites, abismos, cidades.

Não lhe perguntásseis de onde veio,

aonde ia. Galopava.

chama

Furacão

vingador, arcanjo desencadeado,

que resta do que foste? Já não és fogo,

nem vento. És cinza, pó. Mas galopas.

 

Papiniano Carlos