Luz
Outubro 13, 2015

Eu sinto-te a ferver dentro de mim,

Poesia.

Tu és a voz

resignada, triste, insatisfeita,

sei lá,

de um desejo de plenitude,

de uma espera desesperada,

de um grito no deserto.

.

A luz que procuro foge-me.

Só me deixa ver

as suas cintilações efémeras,

só me deixa imaginar

a sua claridade,

e foge…

.

Até quando?

Até quando esta ausência

premeditada e perversa?

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Diana  Sá

Ânsia
Março 2, 2012

Procuramos no dia-a-dia

a centelha de gozo que nos queime.

No tédio e no cansaço,

na memória do que ficou sonhado

e não concretizado,

na busca incessante do inalcançado,

a febre da plenitude.

Porque somos frágeis,

porque tudo requer esforço,

mas queremos sempre ir mais além…

Diana  Sá

Quando eu me amei de verdade
Setembro 29, 2011


Quando eu me amei de verdade,

compreendi que em qualquer circunstância,

eu estava no lugar no lugar certo e na hora certa

e então pude ficar tranquilo.

Hoje sei que a isso se chama Auto-estima.

Quando eu me amei de verdade,

pude perceber que a minha angústia e sofrimento

não passam de um sinal de que estou a contrariar a minha verdade.

Hoje sei que a isso se chama Autenticidade.

Quando eu me amei de verdade,

parei de desejar que a vida fosse diferente,

e comecei a ver que tudo contribui para o crescimento.

Hoje sei que a isso se chama Amadurecimento.

Quando eu me amei de verdade,

percebi que é ofensivo forçar algo ou alguém a uma situação.

Hoje sei que a isso se chama Respeito.

Quando eu me amei de verdade,

comecei a livrar-me de tudo o que me diminuísse.

De início pensei que fosse egoísmo.

Hoje sei que a isso se chama Amor-próprio.

Quando eu me amei de verdade,

deixei de fazer grandes planos.

Hoje faço o que gosto, quando quero e no meu ritmo.

Hoje sei que a isso se chama Simplicidade.

Quando eu me amei de verdade,

desisti de querer ter sempre razão,

e com isso errei menos vezes.

Hoje sei que a isso se chama Humildade.

Quando eu me amei de verdade,

desisti de ficar só no passado e de me preocupar tanto com o futuro.

Agora mantenho-me mais no presente.

Hoje sei que a isso se chama Plenitude.

Charlie Chaplin